Mais de 100 mil candidatos encaram a primeira fase da Fuvest neste domingo (1º) sob um cenário climático instável: sol pela manhã, sensação de 29°C à tarde e 82% de chance de temporais. A combinação exige logística redobrada para quem não quer chegar atrasado ou encharcado na prova.
A previsão meteorológica aponta mínima de 17°C ao amanhecer e máxima de 26°C, mas a umidade beirando 99% eleva o desconforto térmico. O volume esperado de 11,9 mm concentra-se entre o meio-dia e o fim da tarde — justamente o horário de deslocamento e realização do exame.
O cenário hora a hora para quem sai cedo
Quem deixa casa antes das 8h encontra céu encoberto e temperatura amena, na casa dos 18°C. O sol aparece entre nuvens no final da manhã, elevando a sensação térmica rapidamente.
O ponto de virada ocorre após o almoço. A instabilidade ganha força e pancadas com trovoadas passam a dominar o radar. A noite traz alívio: nebulosidade alta, mas sem previsão de nova chuva.
Impacto direto na mobilidade e na prova
O volume de 11,9 mm parece baixo, mas em áreas impermeabilizadas da capital basta para alagar vias expressas e estações de metrô em minutos. O tráfego na marginal Tietê e na radial Leste costuma travar nos primeiros 30 minutos de chuva forte.
- Transporte público: Metrô e CPTM operam com lotação máxima; reserve 40 minutos extras no trajeto.
- Vestuário: Capa de chuva dobrável vence guarda-chuva em corredores apertados e detectores de metal.
- Documentos: Plástico zip-lock protege RG e caneta preta da umidade da mochila.
Números que explicam o abafamento
Os índices técnicos mostram por que a sensação supera os termômetros:
- Umidade relativa: 66% (mínima) a 99% (máxima)
- Sensação térmica: 19°C a 29°C
- Precipitação acumulada: 11,9 mm
- Probabilidade de chuva: 82%
Comparação com sábado: detalhe que muda tudo
O sábado (31) registrou perfil parecido — mesma máxima de 26°C e umidade no teto —, mas o volume de chuva ficou em 10 mm. A diferença de 1,9 mm para domingo indica atmosfera mais carregada, o que eleva o risco de granizo isolado e rajadas de vento acima de 50 km/h nos bairros da zona norte e oeste.
Essa margem extra de instabilidade transforma “possibilidade de chuva” em “certeza de transtorno” para quem depende de deslocamento terrestre nas horas críticas.
O que observar daqui pra frente
Os modelos indicam manutenção do padrão úmido e quente até terça-feira (3), com novas pancadas vespertinas. Para a segunda fase, em dezembro, a tendência climatológica aponta para tardes ainda mais quentes e chuvas mais volumosas. Candidatos e equipes de apoio devem monitorar atualizações diárias a partir de quinta-feira, quando a previsão de 5 dias ganha confiabilidade operacional.
