Ciência

Pesquisa Quaest muda o jogo: Flávio cresce nos jovens e Lula no ensino superior

Gráfico da pesquisa Quaest mostrando Flávio Bolsonaro e Lula com setas de crescimento entre jovens e ensino superior
Nova pesquisa Quaest revela avanço de Flávio Bolsonaro entre jovens e recuperação de Lula no ensino superior

Uma nova rodada da Quaest revela movimentos tectônicos no eleitorado que podem redesenhar 2026: Flávio Bolsonaro avança entre os mais jovens, enquanto Lula recupera terreno no segmento de ensino superior. O xadrez político mudou de figura nas últimas semanas.

Os números mostram uma inversão de tendências que pegou analistas de surpresa. O senador fluminense ganha tração justamente na faixa que costuma rejeitar o bolsonarismo clássico. Já o presidente volta a dialogar com o eleitorado mais escolarizado — grupo que vinha se afastando desde o início do mandato.

O que os números realmente dizem sobre 2026

A pesquisa não mede apenas intenção de voto. Ela expõe fissuras nas bases tradicionais de ambos os polos. Flávio atinge dois dígitos entre eleitores de 16 a 24 anos, território onde o PT historicamente predominava. Lula, por sua vez, reduz a rejeição entre graduados de 42% para 35% em dois meses.

Esse movimento não acontece no vácuo. Coincide com a agenda de anistia no Congresso, a pauta econômica do governo e a exposição midiática do clã Bolsonaro. Cada ponto percentual aqui vale ouro nas negociações partidárias que já começaram nos bastidores.

O caso das camisetas em SP: policial ou político?

Enquanto os números oscilam, um episódio em São Paulo acende alerta institucional. Policiais militares são investigados por obrigar suspeitos de tráfico a vestir camisetas com a imagem do presidente durante abordagem. O Ministério Público abriu inquérito; a Corregedoria da PM também.

O incidente transcende a violação de direitos individuais. Sinaliza risco de partidarização de órgãos de segurança — tema que investidores monitoram de perto como indicador de risco jurídico e estabilidade regulatória.

Concursos públicos: o que muda na prática

No front administrativo, as propostas para o futuro dos concursos divergem radicalmente. De um lado, o governo federal propõe modernização com provas mais ágeis, banco de talentos e maior diversidade. Do outro, a oposição defende manutenção do modelo tradicional com ênfase em estabilidade e isenção.

  • Governo: provas unificadas, etapas eliminatórias reduzidas, cotas expandidas
  • Oposição: manutenção do edital único por órgão, foco em meritocracia clássica
  • Impacto: 120 mil vagas previstas para 2025 — setor que move R$ 2 bi/ano em preparatórios

A definição desse modelo afeta diretamente a cadeia de educação executiva, editais de tecnologia e a capacidade de entrega do Estado. Empresas de edtech e escritórios de advocacia especializados em direito administrativo já ajustam estratégias.

Falha no PHP derruba sistemas de tribunais e Anatel

Uma vulnerabilidade crítica no PHP 8.1 forçou a paralisação preventiva de sistemas do STJ, TSE, TRFs e da Anatel na quinta-feira. O bug permite execução remota de código — classificação máxima de severidade. Patches foram aplicados em 48 horas, mas a janela de exposição assustou gestores de TI.

O episódio expõe a dependência crítica de infraestrutura legada no setor público. Enquanto o governo lança programa de transformação digital, a base tecnológica do Judiciário e de agências reguladoras roda em versões com suporte encerrado. Para o mercado de cibersegurança, é sinal de demanda reprimida por modernização.

Clima no segundo turno: logística sob pressão

O fim de semana de votação trará temporais em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná — justamente os maiores colégios eleitorais. No Nordeste, calor acima de 40°C. O TSE já autorizou horário estendido em seções com filas às 17h.

Chuva forte reduz comparecimento em 3 a 5 pontos percentuais, segundo histórico do TSE. Calor extremo afeta mesários idosos e eleitores em zonas rurais. Campanhas de mobilização de última hora precisam internalizar essas variáveis.

O que observar nas próximas semanas

Três vetores merecem monitoramento contínuo: a tramitação da anistia no Congresso e seu reflexo nas pesquisas; a resposta institucional ao caso das camisetas em SP — se fica no administrativo ou escala para o político; e o calendário de editais de concursos, que sinaliza a direção real da reforma administrativa. Cada um deles move peças no tabuleiro de 2026 e no ambiente de negócios hoje.