O custo para cruzar as principais rodovias do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba subiu desde a zero hora desta quinta-feira (22). A concessionária EPR Triângulo aplicou reajuste médio de 3,57% autorizado pela Artemig, elevando a tarifa básica de automóveis de R$ 14 para R$ 14,50. A mudança atinge 627,4 quilômetros de estradas concedidas e impacta diretamente o fluxo logístico e o bolso de quem depende dessas rotas.
Onde o bolso vai pesar mais a partir de agora
O aumento vale para oito praças de pedágio espalhadas por rodovias federais e estaduais. A lista inclui trechos estratégicos para o escoamento da produção agrícola e deslocamento entre polos regionais:
- BR-365: Monte Carmelo e Indianópolis
- BR-452: Perdizes
- MGC-452: Uberaba
- MGC-462: Patrocínio
- MG-190 e LMG-190: Região de Nova Ponte
- MG-427: Água Comprida
A correção foi publicada no Diário Oficial no último sábado (17) e segue a metodologia contratual de reajuste anual. Para o motorista de passeio, a diferença unitária parece pequena, mas para frotas e transportadores que cruzam múltiplas praças diariamente, o acúmulo mensal representa um custo operacional relevante.
Nova tabela: confira o valor exato para cada tipo de veículo
A estrutura tarifária segue o multiplicador de eixos e rodagem. Abaixo, os valores atualizados que entram em vigor imediatamente nas cabines e no sistema de livre passagem:
- Categoria 1 (Auto, caminhonete furgão – 2 eixos simples): R$ 14,50
- Categoria 2 (Caminhão leve, ônibus, caminhão-trator – 2 eixos dupla): R$ 21,75
- Categoria 3 (Auto com semirreboque – 3 eixos simples): R$ 43,50
- Categoria 4 (Caminhão, ônibus, trator c/ semirreboque – 3 eixos dupla): R$ 29,00
- Categoria 5 (Auto com reboque – 4 eixos simples): R$ 58,00
- Categoria 6 (Caminhão c/ reboque, trator c/ semirreboque – 4 eixos dupla): R$ 72,50
- Categoria 8 (6 eixos dupla): R$ 87,00
- Categoria 9 (7 eixos dupla): R$ 101,50
- Categoria 10 (8 eixos dupla): R$ 116,00
- Categoria 11 (Moto, motoneta, triciclo): R$ 7,25
- Categoria 12 (9 eixos dupla): R$ 130,50
- Categoria 13 (10 eixos dupla): R$ 145,00
Veículos de categorias superiores (9 a 13 eixos) sentem o impacto proporcionalmente maior. Uma composição de 10 eixos, por exemplo, passa a desembolsar R$ 145 por passagem — um salto de R$ 5 em relação à tarifa anterior.
O “segredo” para amenizar a conta no fim do mês
Nem tudo é aumento. A concessionária mantém ativo o Programa Desconto de Usuário Frequente (DUF), exclusivo para pagamentos automáticos via tag. O mecanismo é simples, mas pouco explorado: a partir da segunda passagem pela mesma praça, no mesmo sentido e dentro do mesmo mês calendário, o desconto progressivo é aplicado automaticamente.
Para transportadoras e motoristas profissionais que fazem rotas fixas (ida e volta diária ou semanal), a adesão à tag deixa de ser comodidade e vira estratégia financeira. A economia escala com a frequência, podendo representar uma redução significativa no custo total da operação ao final de 30 dias.
Cenário para os próximos meses: o que observar
O reajuste anual cumpre o contrato de concessão, mas a Artemig segue monitorando a qualidade do serviço prestado — pavimentação, sinalização, atendimento a emergências e obras de duplicação previstas. Qualquer descumprimento de metas pode abrir espaço para revisões tarifárias extraordinárias ou penalidades à concessionária.
Para o empresário do setor logístico, a recomendação prática é clara: audite as rotas da frota para mapear quantas passagens por praça ocorrem mensalmente, calcule o impacto do reajuste no frete e, se ainda não utiliza, implemente o pagamento por tag para capturar o DUF imediatamente. A margem de lucro no transporte rodoviário é sensível a variáveis fixas como pedágio; antecipar o cálculo evita surpresas no fechamento do balanço.
