Economia

O segredo das 11 gigantes brasileiras que superaram Netflix e Amazon

Petrobras lidera ranking Forbes Melhores Empregadores 2026 superando Netflix e Amazon
Petrobras no topo das 11 brasileiras no ranking Forbes World's Best Employers 2026

O Brasil colocou 11 empresas no seleto ranking World’s Best Employers 2026 da Forbes, e a líder nacional ficou à frente de nomes como Netflix e Amazon. A lista, baseada na opinião de mais de 300 mil profissionais, revela quais organizações estão vencendo a guerra por talento em um cenário de estresse recorde.

Mas o que separa essas companhias das demais 889 globais avaliadas? A resposta vai muito além de salários altos.

Petrobras puxa a fila e deixa big techs para trás

A estatal de petróleo garantiu a 74ª posição mundial, o melhor posto entre as brasileiras. Para ter ideia da magnitude: ela superou gigantes como Heineken, Mercedes-Benz Group e Mastercard. A metodologia combinou avaliações atuais com dados dos três anos anteriores, dando peso maior à visão de quem está dentro da operação hoje.

Logo atrás, a Embraer aparece em 132º lugar, seguida por Metalúrgica Gerdau (274º) e Vale (278º). O top 10 global continua dominado por Microsoft, mas a presença nacional mostra força inusitada de setores tradicionais.

As 11 representantes nacionais no mapa global

  • Petrobras (74º)
  • Embraer (132º)
  • Metalúrgica Gerdau (274º)
  • Vale (278º)
  • Natura&Co
  • Banco do Brasil
  • Nubank
  • Bradesco
  • Suzano
  • WEG
  • RaiaDrogasil

Note a diversidade: óleo e gás, aeroespacial, siderurgia, mineração, cosméticos, bancos (público, digital e tradicional), papel e celulose, equipamentos elétricos e varejo farmacêutico. Não há um único “perfil vencedor”.

O pano de fundo: engajamento em queda livre

O ranking chega em momento crítico. Segundo o relatório State of the Global Workplace 2026 da Gallup, apenas 20% dos profissionais globais dizem estar engajados. Paralelamente, 40% relatam níveis elevados de estresse diário.

Nesse vácuo, empresas que oferecem ambiente saudável e perspectiva real de crescimento tornam-se imãs naturais de capital humano. A pesquisa da Forbes/Statista exigia, inclusive, que os participantes tivessem mais de 1.000 funcionários e atuação internacional — filtrou-se para o “primeiro escalão” corporativo.

O que as vencedoras têm em comum (e você pode copiar)

Embora atuem em universos distintos, as organizações mais bem avaliadas compartilham pilares estruturais. Não são “benefícios da moda”, mas escolhas de gestão:

  • Investimento contínuo em treinamento e qualificação técnica;
  • Planos de carreira claros, não promessas vagas;
  • Pacotes de benefícios competitivos frente ao mercado;
  • Programas efetivos de bem-estar físico e mental;
  • Respeito real ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal;
  • Cultura organizacional forte e disseminada;
  • Ambientes que estimulam inovação e desenvolvimento autônomo.

O que observar daqui para frente

A tendência é que a exigência por esses pilares aumente. Com a escassez de mão de obra qualificada em tecnologia, engenharia e gestão, o “employer brand” deixa de ser assunto de RH para virar variável de valuation. Investidores e conselhos que ignorarem a saúde do capital humano estarão, na prática, subestimando o risco operacional de seus ativos.

As 11 brasileiras provaram que é possível competir globalmente em gente — independentemente do setor. A pergunta que fica: sua organização está construindo esse ativo ou apenas consumindo-o?