A fisiculturista escocesa Alix Small, 12ª colocada no Mr. Olympia de 2021, teve a morte confirmada neste domingo (8) aos 26 anos. A causa não foi divulgada, mas o histórico de anorexia da atleta reacende um debate silencioso nos bastidores do alto rendimento.
A trajetória meteórica que parou no auge
Small entrou para a elite do fisiculturismo profissional (IFBB Pro League) com apenas 19 anos. Em 2021, ano de estreia, conquistou o título do Europa Pro e garantiu vaga no Olympia, onde figurou entre as 12 melhores do mundo na categoria Fitness.
No ano seguinte, adicionou o troféu do Mr Big Evolution — conhecido como Portugal Pro — ao currículo. Dois títulos internacionais em duas temporadas projetaram a escocesa como um dos nomes mais promissores da nova geração.
O afastamento repentino e os sinais de alerta
O ritmo vencedor foi interrompido ainda em 2022. Classificada para as finais do Olympia daquele ano, Small não subiu ao palco. A justificativa oficial citou “motivos relacionados à saúde”, sem detalhes adicionais.
Desde então, a atleta não competiu mais. O silêncio competitivo durou quase dois anos, período em que fãs e especialistas especulavam sobre a gravidade do quadro que a tirou de cena no auge da forma física.
O que se sabe (e o que falta) sobre o desfecho
A primeira notícia do óbito partiu do portal “Beyond The Stage TV”, que atribuiu a informação à mãe e à melhor amiga da fisiculturista. Até o fechamento deste texto, a causa da morte permanece oficialmente desconhecida.
O único dado público sobre o histórico clínico da atleta remonta à fase pré-esporte: Small enfrentou um quadro de anorexia antes de iniciar no fisiculturismo. A transição de um transtorno alimentar restritivo para a exposição extrema de um palco profissional é um ponto sensível que a imprensa especializada acompanha com cautela.
- Idade: 26 anos
- Estreia Pro: 2021 (Europa Pro – Campeã)
- Melhor resultado no Olympia: 12º lugar (2021)
- Última competição: Mr. Olympia 2022 (não competiu nas finais)
- Outros títulos: Mr Big Evolution / Portugal Pro 2022 (Campeã)
O vazio no circuito e a espera por respostas
A ausência de pronunciamento oficial da federação (IFBB) ou de patrocinadores aumenta a expectativa por um laudo conclusivo. O caso levanta questões sobre o monitoramento de saúde de atletas que migraram de transtornos alimentares para a alta performance estética.
Enquanto a investigação avança, o circuito perde uma competidora que, em menos de 24 meses de carreira profissional, já figurava no top 15 mundial. O legado esportivo permanece nos recordes de precocidade; o desfecho humano, porém, segue sem explicação.
O que observar daqui para frente
A divulgação do laudo médico será o divisor de águas para entender se houve falha no acompanhamento multidisciplinar ou se o desfecho escapou ao controle dos protocolos atuais. Para agentes do mercado fitness — de federações a marcas de suplementação —, o caso funciona como um lembrete brutal: a linha entre alta performance e colapso fisiológico pode ser mais curta do que os contratos preveem.
