Um assessor do governo Donald Trump teria facilitado a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, segundo reportagem da imprensa americana. A revelação cai como uma bomba no momento em que o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta se afastar de um manifesto com tom golpista assinado pelo senador.
O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, foi taxativo: não aprova o conteúdo da carta. Mas a decisão de não punir o autor expõe uma fratura interna que pode custar caro nas urnas de 2026.
O que a imprensa dos EUA revelou sobre a viagem de Flávio
Veículos como The Washington Post e The New York Times publicaram nas últimas horas que um integrante da equipe de transição de Trump atuou nos bastidores para viabilizar a entrada do senador brasileiro no país. Não há menção a visto diplomático nem a convite oficial — o que levanta dúvidas sobre a natureza do acolhimento.
Flávio está nos EUA desde dezembro. A agenda oficial fala em “compromissos parlamentares”, mas não detalha encontros. A proximidade com o círculo de Trump reacende a suspeita de articulação internacional entre alas da direita radical nos dois países.
PL reconhece Lula, mas não silencia Flávio
Em nota oficial, o Partido Liberal e outras 27 legendas reafirmaram o reconhecimento da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas de 2022. O gesto foi lido como tentativa de isolar o discurso de ruptura institucional.
Porém, a carta de Flávio Bolsonaro — que questiona a lisura do processo eleitoral e convoca “resistência” — segue no ar. Valdemar Costa Neto disse não compactuar com o texto, mas evitou anunciar sanção. Para analistas, a hesitação revela o peso eleitoral do clã Bolsonaro dentro da sigla.
Os números por trás do racha
- 27 partidos assinaram o reconhecimento da vitória de Lula
- 99 senadores — Flávio é um dos três que não subscreveram
- R$ 1,2 bilhão — estimativa do fundo eleitoral do PL para 2026
O cálculo é simples: punir Flávio pode provocar debandada de bolsonaristas fiéis. Mantê-lo solto desgasta a imagem de partido “institucional” que Valdemar tenta construir.
Outros fatos que marcaram o noticiário
Em São Paulo, o motorista que atropelou e matou um condutor de aplicativo confessou ter consumido álcool antes de dirigir. O caso reacende o debate sobre fiscalização de motoristas de plataformas e a responsabilidade civil das empresas.
Na Espanha, subiu para 61 o número de mortos na colisão entre dois trens na região da Catalunha. Equipes de resgate trabalham na remoção dos vagões; a causa técnica ainda é investigada.
No entretenimento, morreu aos 83 anos o ator britânico Patrick Stewart, conhecido mundialmente como o Capitão Picard de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração e o Professor Xavier na franquia X-Men. A família confirmou falecimento por causas naturais.
No futebol, o técnico Carlo Ancelotti — à frente do Real Madrid — convocou cinco estreantes para a seleção brasileira em amistosos de março. A lista surpreendeu por deixar de fora nomes consolidados e apostar em jovens da Premier League e La Liga.
O que observar nas próximas semanas
A ida de Flávio aos EUA e o silêncio do PL sobre a carta golpista formam um combo que deve pautar a CPMI dos Atos Golpistas e as articulações para 2026. Três pontos merecem atenção:
- Se o governo brasileiro pedir explicações formais aos EUA sobre a atuação do assessor de Trump
- Se o TSE ou o STF abrirão apuração sobre eventual crime de responsabilidade ou atentado ao Estado Democrático de Direito
- Se Valdemar Costa Neto conseguirá manter a unidade do PL até a convenção nacional, marcada para julho
Enquanto isso, a série especial do Jornal Nacional sobre as eleições para o novo Congresso americano segue percorrendo estados-pêndulo. O resultado lá pode ditar o ritmo da relação bilateral — e, indiretamente, o destino das investigações que envolvem aliados de Bolsonaro em solo americano.
