A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) depositou o voto no Colégio Mackenzie, no Lago Sul, por volta das 10h45 deste domingo (25). Acompanhada da vice-governadora Celina Leão (PP) e da senadora eleita Bia Kicis (PL), ela definiu o tom do dia em uma frase curta: a expectativa é vencer e “aposentar o retrocesso” com Flávio Bolsonaro na Presidência e Celina no Governo do Distrito Federal.
Mas a fala mais reveladora veio quando perguntaram onde acompanharia a apuração a partir das 17h. A resposta desenha o cenário íntimo do clã nas horas decisivas.
O roteiro da noite: casa, “galego” e abraço na governadora
Michelle disse que ficará em casa, ao lado de Jair Bolsonaro — a quem chama de “meu galego”. O plano é simples: assim que a vitória de Celina Leão for confirmada, ela dará um abraço na aliada e, na sequência, voltará para a sala para ver os números nacionais com “meu amor”.
A logística revela prioridades. O Distrito Federal, onde ela tem mandato e base, vem primeiro. O projeto nacional, encabeçado pelo enteado Flávio, vem no mesmo pacote, mas a presença física dela na campanha presidencial foi nula.
Da tensão à trégua: a relação com Flávio nos bastidores
Não foi sempre alinhamento público. Durante a pré-campanha, Michelle e Flávio viveram momentos de “forte tensão”, segundo apuração do Terra. A reconciliação ocorreu apenas na reta final, tempo suficiente para posar de unidos nas fotos oficiais, mas não para subir no mesmo palanque.
Ela concentrou a agenda eleitoral inteira no DF. Zero comícios ao lado do enteado no Rio, em São Paulo ou no Nordeste. A estratégia — deliberada ou imposta — poupou a senadora de desgastes regionais e manteve o capital político intacto na capital federal.
Números do dia: o que está em jogo às 17h
- Horário de início da apuração: 17h (horário de Brasília)
- Cargo federal em disputa: Presidência da República — 2º turno
- Cargo distrital em disputa: Governo do DF — 2º turno
- Mandato de Michelle: Senadora pelo DF (eleita em 2022, posse em 2023)
A live especial do Terra começa no mesmo horário, com análise em tempo real dos votos que chegam das 5.570 zonas eleitorais do país.
O que observar nas próximas horas
A votação de Michelle encerra a participação direta da família Bolsonaro nas urnas neste ciclo. Jair votou mais cedo no Rio; Flávio, na Zona Sul carioca. Agora, o tabuleiro passa para a contagem.
Três variáveis definirão a noite do clã: a velocidade da apuração no DF (onde Celina lidera as pesquisas), a performance de Flávio nos colégios eleitorais do Sudeste e a margem nacional que separará vencedor e derrotado. Se a “aposentadoria do retrocesso” virar realidade, Michelle terá eleito o enteado presidente sem pisar em um único palanque dele. Se não, a senadora já tem mandato garantido até 2031 e base consolidada na capital — o que, na política, costuma ser o verdadeiro seguro de vida.
