Economia

A aula de dança na sala que virou negócio de Ana Maria Diniz

Ana Maria Diniz dançando em estúdio moderno e iluminado, fundadora do Estúdio de dança
Ana Maria Diniz no Estúdio, negócio nascido de aulas de dança na sala de casa durante o isolamento

A herdeira do grupo Pão de Açúcar transformou uma rotina de exercícios domésticos em um estúdio físico de dança. O Estúdio nasceu da necessidade de movimento durante o isolamento e mira um público que busca bem-estar sem a pressão de academias tradicionais.

A ideia surgiu quando Ana Maria Diniz adaptou a sala de casa para aulas online. A experiência revelou uma lacuna: aulas de qualidade, acessíveis e que coubessem na agenda de quem trabalha. O passo seguinte foi tirar o projeto do improviso caseiro.

Do tapete da sala para a estrutura física

A transição do digital para o presencial exigiu curadoria de modalidades. O espaço oferece ballet fitness, dança contemporânea e alongamento, com turmas reduzidas. A proposta evita coreografias complexas e foca na consciência corporal.

O modelo de negócio aposta na recorrência. Planos mensais dão acesso a grade fixa, enquanto pacotes de créditos atendem quem tem horários instáveis. A precificação posiciona o Estúdio acima de apps de treino, mas abaixo de personal trainers exclusivos.

Perfil do público e expansão

Mulheres entre 30 e 50 anos formam a base inicial. Muitas retomam a dança após anos paradas ou experimentam pela primeira vez. O diferencial citado por alunas é a ausência de espelhos por todo o ambiente, o que reduz a autocrítica visual.

  • Localização: bairro nobre de São Paulo, próximo a escritórios corporativos.
  • Capacidade: até 18 pessoas por aula.
  • Frequência média: 2 a 3 vezes por semana por aluna ativa.

A escolha do endereço não foi aleatória. A proximidade com empresas permite aulas no horário de almoço ou fim de expediente, capturando o tempo ocioso de executivas e empreendedoras.

O que observar daqui para frente

O próximo teste é a sazonalidade. Janeiro costuma encher estúdios; março revela quem fica. A aposta de Ana Maria é na comunidade: eventos mensais, workshops com coreógrafos convidados e uma plataforma de vídeos para dias de viagem. Se a retenção passar de 60% no segundo trimestre, a replicação em outros bairros entra no radar.