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Bug no 737 Max ameaça certificar Max 10 e Max 7; FAA investiga risco

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Boeing 737 MAX sob investigação da FAA por falha de software que afeta certificação.

A Boeing confirmou uma falha de software no sistema de navegação do 737 Max que eleva a carga de trabalho dos pilotos durante procedimentos de arremetida, colocando em xeque o cronograma de certificação das variantes Max 10 e Max 7. A Administração Federal de Aviação (FAA) já convocou um conselho de avaliação para determinar se o defeito configura risco à segurança de voo.

O problema surge em um cenário específico: quando o piloto precisa abortar o pouso. Nessa manobra, o piloto automático é forçado a degradar para um nível mais simples de automação no controle de arfagem, exigindo intervenção manual mais intensa do que a prevista no projeto original.

O que muda na prática para a tripulação

Em comunicado oficial, a fabricante informou ter notificado todas as operadoras do 737 no mês passado. A empresa reforçou que os procedimentos existentes já contemplam o manejo seguro dessa condição, mas a necessidade de um boletim operacional específico indica que a margem de erro foi reduzida.

Os pontos críticos do defeito incluem:

  • Ativação involuntária durante arremetidas (go-around);
  • Redução da automação de arfagem para modo básico;
  • Aumento imediato da demanda cognitiva e física dos pilotos;
  • Aplicável a toda a frota Max em operação atualmente.

Certificação do Max 10 e entrada do Max 7 em jogo

O efeito cascata mais imediato atinge os dois modelos que ainda não voam comercialmente. A FAA avalia se a falha exige nova rodada de testes de voo ou apenas atualização de documentação e treinamento. Qualquer exigência adicional empurra a certificação do Max 10 — maior versão da família — para além do prazo contratual com diversas companhias aéreas.

O Max 7, recém-aprovado, também pode ter sua entrada em serviço (EIS) postergada enquanto a correção não for validada pela autoridade reguladora. A Boeing trabalha para antecipar a solução definitiva, originalmente prevista apenas para 2028.

Cronograma da correção e próximos passos

A fabricante não divulgou data firme para o patch de software, mas confirmou que equipes de engenharia atuam para comprimir o prazo de cinco anos. Enquanto a correção estrutural não chega, o boletim de serviço aos pilotos funciona como mitigação temporária, padronizando a resposta à degradação da automação.

O Wall Street Journal antecipou que a falha já impacta o planejamento de entrega de 2024 e 2025, embora a Boeing mantenha a meta de produção de 38 unidades mensais da família Max.

O que observar nas próximas semanas

A decisão do conselho de avaliação da FAA deve sair nas próximas semanas e ditará o ritmo: se classificado como “risco de segurança”, a exigência por testes em voo torna-se quase certa, alongando o ciclo em meses. Caso contrário, a atualização via Service Bulletin e simulador pode resolver o entrave burocrático. Para investidores e gestores de frota, o gatilho está na publicação da Airworthiness Directive (AD) pela agência americana — ela definirá prazos obrigatórios de conformidade e revelará se haverá restrição operacional temporária.