Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25) coloca Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto no Mato Grosso do Sul, nove pontos acima do levantamento de agosto. Lula (PT) estaciona em 27%. A simulação de segundo turno revela um abismo ainda maior entre os dois nomes.
O cenário do primeiro turno: disparada de um lado, estagnação do outro
O senador Flávio Bolsonaro foi o único pré-candidato a registrar movimento expressivo na comparação com o mês passado. Saltou de 33% para 42%, consolidando a liderança isolada. Enquanto isso, o presidente Lula manteve os mesmos 27% de agosto, sem conseguir avançar no eleitorado sul-mato-grossense.
Os demais nomes testados seguem distantes, oscilando dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Veja a composição estimulada:
- Flávio Bolsonaro (PL): 42% (era 33%)
- Lula (PT): 27% (era 27%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (era 5%)
- Augusto Cury (Avante): 4% (era 3%)
- Renan Santos (Missão): 3% (era 4%)
- Demais candidatos: somam 1% (Hertz Dias, Romeu Zema, Samara Martins, Clariana Barão, Rui Costa Pimenta, Wilson Grassi, Edmilson Costa)
- Branco/Nulo/Não vai votar: 6% (era 10%)
- Indecisos: 13% (estável)
A queda dos votos em branco e nulos — de 10% para 6% — sugere que o eleitorado começa a definir preferências, mas o contingente de indecisos permanece imutável em 13%.
Simulação de segundo turno: a vantagem que chama a atenção
No confronto direto entre os dois líderes, a distância se alarga para 20 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro alcança 51% contra 31% de Lula. O cenário indica alta dificuldade de reversão para o petista no estado, considerando o atual patamar de rejeição ao governo federal na região.
Outro dado relevante: 83% dos entrevistados afirmam que a escolha é definitiva. Apenas 17% admitem possibilidade de mudança até outubro de 2026. Isso reduz o espaço para viradas de última hora, embora a margem de erro mantenha o cenário tecnicamente aberto.
A reprovação de Lula no estado sobe e aproxima-se de 60%
O termômetro da gestão federal ajuda a explicar o cenário eleitoral. A desaprovação do governo Lula em Mato Grosso do Sul subiu cinco pontos em um mês, atingindo 60%. A aprovação, por sua vez, caiu de 39% para 33%.
Essa correlação entre avaliação de governo e intenção de voto reforça a tese de que o palanque estadual reflete, neste momento, o humor do eleitorado com a administração central. O percentual de “não sabe/não respondeu” oscilou de 6% para 7%, dentro da estabilidade estatística.
Metodologia e o que observar daqui para frente
O levantamento ouviu 804 eleitores de 16 anos ou mais entre 21 e 24 de setembro. O registro no TSE é MS-09580/2026 (estadual) e BR-04113/2026 (nacional), com nível de confiança de 95%.
Para os próximos meses, três variáveis merecem monitoramento: a capacidade de Lula reverter a curva de desaprovação no Centro-Oeste; a eventual entrada de nomes como Tereza Cristina ou Eduardo Riedel no tabuleiro, o que fragmentaria o campo de centro-direita; e o comportamento dos 13% de indecisos, que ainda representam quase um sétimo do eleitorado e podem ditar o ritmo da campanha no estado.
