A rede Vilarejo lançou a campanha “Negocie com o Gerente” e propõe uma mudança radical na hora de fechar a conta da obra: em vez de trocar o porcelanato ou abrir mão do metal desejado, o cliente senta com a gerência para reavaliar o pacote completo. A promessa é manter a qualidade do projeto ajustando apenas as variáveis comerciais.
Funciona assim: quantidades, mix de produtos e prazos de pagamento entram na mesa de negociação. O objetivo é encontrar uma engenharia financeira que caiba no bolso sem sacrificar o que já foi especificado.
Por que a composição do pedido pesa mais que a troca de item
Muitos compradores correm para o catálogo de “segunda linha” quando o orçamento aperta. A estratégia da Vilarejo inverte essa lógica: a margem de manobra costuma estar na estrutura da compra, não na qualidade do material.
Ao analisar o volume total e a combinação de categorias — pisos, revestimentos, louças, metais —, a gerência consegue aplicar condições que não existem na prateleira unitária. É o ganho de escala aplicado ao varejo de construção.
O que entra na conta na hora da conversa
- Volume agregado: concentração de compras em um único CNPJ ou CPF;
- Mix estratégico: cruzamento de categorias com margens diferentes;
- Condicionantes de pagamento: fluxo de caixa da obra versus prazos oferecidos;
- Logística unificada: uma única entrega para múltiplas fases.
Levar as medidas, a lista de materiais ou o orçamento já montado acelera a análise. Quem chega preparado sai com a negociação fechada na primeira visita.
Atendimento híbrido: loja física ou Televendas
A ação acontece em todas as unidades da rede: Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes e Niterói (RJ). Mas o modelo não exige deslocamento.
O canal de Televendas replica a mesma estrutura. O cliente apresenta o projeto, tira dúvidas técnicas e encaminha a compra com suporte de especialistas. É a mesma gerência, mesma autonomia, sem sair do canteiro ou do escritório.
O que observar daqui para frente
O movimento sinaliza uma tendência no varejo de construção: poder de decisão descentralizado na ponta. Gerentes com autonomia real para compor ofertas reduzem o atrito entre “quero” e “posso pagar”.
Para incorporadores, arquitetos e construtores, a lição prática é clara: apresente o projeto completo antes de fragmentar as compras. A negociação do todo quase sempre supera a soma das negociações parciais. Antes de redesenhar o memorial descritivo, vale a pena sentar com quem tem a caneta na mão.
