Faltam exatamente sete dias para o primeiro turno e a corrida pelo Palácio Iguaçu entra na reta final com agendas divergentes: enquanto uns apostam no corpo a corpo na capital, outros percorrem a Região Metropolitana ou até cruzam a divisa para São Paulo. O mapa de deslocamentos deste domingo (27) revela as prioridades de cada campanha a uma semana da urna.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se necessário, o segundo turno ocorre em 25 de outubro. Oito nomes disputam o governo do estado.
Moro foca em Curitiba; Sandro Alex ocupa a “Grande Curitiba”
Sérgio Moro (PL) concentra 100% da agenda na capital. Às 10h, percorre a Feira do Largo da Ordem, no centro histórico. Ao meio-dia, participa do 34º Haru Matsuri — Festival da Primavera — no Parque Barigui, evento que costuma atrair milhares de visitantes.
Sandro Alex (PSD) adota estratégia distinta: gravações de programa eleitoral pela manhã e, a partir das 13h, carreatas por municípios da Região Metropolitana de Curitiba. A opção sinaliza busca por votos nos colégios eleitorais mais populosos do entorno da capital.
Três campanhas sem agenda pública; uma cruzou a divisa
A assessoria de Requião Filho (PDT) não divulgou compromissos até o fechamento desta edição. O mesmo ocorreu com Tayná Miessa (UP). A ausência de visibilidade nas horas finais pode pesar na captação de indecisos.
Adriano Funileiro (PCO) está em São Paulo. Às 11h, participa de ato nacional na Avenida Paulista em apoio à candidatura presidencial do partido. A agenda fora do estado chama atenção a sete dias da eleição estadual.
Oeste, Sul e periferias: as outras frentes
- Alexandre Salomão (Mobiliza): retorna a Curitiba após atividades em Foz do Iguaçu, no Oeste.
- Samuel Mattos (PSTU): roda de conversa com moradores do Sítio Cercado, às 17h — bairro da periferia curitibana.
- Luiz França (Missão): desloca-se para São Mateus do Sul, na região Sul do Paraná.
O desenho geográfico expõe prioridades: Moro e Sandro Alex disputam o eleitorado urbano da capital e seu entorno; Mattos e Salomão buscam bases no Oeste e nas periferias; França aposta no interior sulista.
O que a legislação permite nesta fase
Desde 16 de agosto, candidatos podem pedir votos, realizar comícios, caminhadas, debates e veicular propaganda em rádio, TV e internet, observando as regras da Justiça Eleitoral. O prazo para propaganda paga na imprensa escrita encerra-se em 2 de outubro. No rádio e na TV, o último dia é 3 de outubro.
Atos de campanha presencial são permitidos até 3 de outubro. No dia da votação (4/10), apenas a manifestação individual e silenciosa do eleitor é autorizada nas proximidades das seções.
O que observar nos próximos sete dias
A semana decisiva costuma concentrar três movimentos: intensificação de carreatas e caminhadas nos maiores colégios eleitorais, última rodada de debates televisionados e disparo de materiais digitais segmentados por região. No Paraná, Curitiba e Região Metropolitana somam cerca de 3,5 milhões de eleitores — quase 40% do total estadual. Quem dominar a agenda nessa fatia costuma largar na frente na apuração.
Fique atento às pesquisas de intenção de voto que devem ser registradas até 2 de outubro. Elas tendem a ditar o tom dos últimos discursos e a definir se a disputa se resolve no primeiro turno ou se estende até 25 de outubro.
