Onze chapas vão disputar o comando do segundo maior colégio eleitoral do país. O resultado pode redesenhar rotas de investimento e políticas tributárias no estado que concentra o maior PIB do Sudeste depois de São Paulo.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se ninguém passar de 50% dos votos válidos, o segundo turno ocorre em 25 de outubro.
O peso do eleitorado mineiro em números
São 16.377.659 eleitores aptos a votar — um contingente maior que a população de países como Chile ou Holanda. A composição demográfica revela padrões que campanhas sofisticadas já mapeiam:
- Gênero: 52% mulheres, 47% homens
- Autodeclaração racial (22% do total): 49,6% pardos, 36,1% brancos, 13,5% pretos
Esses recortes não são apenas estatísticos. Definem onde recursos de campanha são alocados, quais pautas ganham destaque nos debates e, no pós-eleição, quais demandas chegam com mais força à mesa do governador.
Quem são os 11 concorrentes ao Palácio Tiradentes
A lista abaixo segue a ordem alfabética dos nomes de urna, conforme registro no TSE:
- Alexandre Kalil (PDT)
- Ben Mendes — Benoni Benjamin Cardoso Mendes (Missão)
- Cleitinho Azevedo — Cleiton Gontijo de Azevedo (Republicanos)
- Flávio Roscoe — Flávio Roscoe Nogueira (PL)
- Gabriel — Gabriel Sousa Marques de Azevedo (MDB)
- Henrique Áreas — Henrique Áreas de Araújo (PCO)
- Indira Xavier — Indira Ivanise Xavier (UP)
- Mateus Simões — Mateus Simões de Almeida (PSD)
- Patrus Ananias — Patrus Ananias de Sousa (PT)
- Professor Tuilo Lopes — Tulio Cesar Dias Lopes (PCB)
- Rafael Duda — Rafael Ribeiro de Ávila (PSTU)
Por que o cenário fragmentado muda a conta para o segundo turno
Com 11 candidatos, a probabilidade de definição no primeiro turno é baixa. A pulverização de votos tende a forçar uma disputa a dois em 25 de outubro, o que alonga o período de incerteza regulatória e orçamentária.
Empresas com projetos de longo ciclo — mineração, energia, logística — costumam travar decisões de capital entre o primeiro e o segundo turno. A leitura de qual chapa chega à reta final sinaliza a orientação provável sobre licenciamento ambiental, incentivos fiscais e parcerias público-privadas.
O calendário que todo gestor deve ter na agenda
- 4 de outubro: Votação unificada (presidente, governador, dois senadores, deputados federal e estadual)
- 25 de outubro: Eventual segundo turno para governador e presidente
- Janeiro de 2027: Posse do governador eleito
A chapa de senador, vale lembrar, elege um titular e dois suplentes — o que amplia a articulação política no Congresso a partir de 2027.
O que observar daqui para a frente
Três variáveis vão ditar o ritmo dos próximos 30 dias: tempo de TV de cada coligação (ainda não divulgado pelo TSE), consolidação de apoios no segundo turno e eventuais judicializações de candidaturas. Quem monitora risco político em Minas deve cruzar pesquisas qualitativas com a capilaridade partidária nos 853 municípios — é lá que a máquina de votos se materializa.
O governador eleito herdará um orçamento estadual projetado em R$ 180 bilhões para 2027 e a negociação da nova lei de royalties da mineração no Congresso. Decisões tomadas nos primeiros 100 dias de mandato ecoam em contratos de concessão, PPPs e rating de crédito do estado por anos.
