Justiça

Casal suspeito de matar americano no Paraná pode ter fugido do país; polícia divulga fotos

Fotos de Kauã Kazahaya de Arruda e Angelina Oliveira da Silva, suspeitos de matar americano no Paraná
Polícia Civil divulga imagens do casal procurado pelo homicídio do desenvolvedor Tamir Nadav.

A Polícia Civil do Paraná não descarta que o casal suspeito de assassinar o desenvolvedor americano Tamir Nadav, de 46 anos, já tenha cruzado a fronteira. Kauã Kazahaya de Arruda, 20, e Angelina Oliveira da Silva, 18, são procurados por homicídio qualificado e tiveram as prisões decretadas pela Justiça.

O delegado Adailton Ribeiro Júnior confirmou a hipótese de fuga internacional nesta quinta-feira (24), mesmo dia em que as imagens dos foragidos foram tornadas públicas. A investigação aponta para um crime motivado por interesse patrimonial, com indícios claros de pressa na saída do imóvel da vítima.

O rastro de dinheiro e a fuga repentina

Segundo o delegado Adriano Garcia, que atuou nas fases iniciais, os suspeitos consumiram recursos da vítima de forma ostentatória. Apenas em dois relógios, foram gastos R$ 10 mil pertencentes a Tamir.

Uma pista crucial reforça a tese de fuga imediata: um pacote de comida foi encontrado intacto sobre a mesa. Tudo indica que o casal abandonou a residência às pressas logo após a visita de uma amiga do americano, no início de setembro.

Cronologia de um desaparecimento suspeito

O boletim de ocorrência desenha uma linha do tempo que expõe a frieza dos suspeitos:

  • 3 de setembro: Amiga vai à casa, é atendida pelo casal e ouve que Tamir viajou a São Paulo. Acha estranho e registra BO.
  • 18 de setembro: Duas amigas retornam. Vizinhos relatam luzes acesas há dias, cheiro forte e nenhum movimento. Elas entregam a chave à PM.
  • Descoberta do corpo: Policiais encontram TV ligada, comida na mesa, escritório revirado e computador ligado. No andar superior, um quarto trancado com cadeado escondia o corpo, amarrado com fita adesiva.

Perfil da vítima e o contexto da convivência

Tamir Nadav era natural de Nova York e trabalhava como desenvolvedor de jogos. Ele morava no imóvel em Maringá justamente com o casal agora foragido. A proximidade facilitou o acesso aos bens e a execução do plano, segundo a linha de investigação principal.

A polícia apura se houve premeditação na aproximação ou se o crime resultou de uma escalada de conflitos patrimoniais. A divulgação das fotos visa gerar denúncias anônimas que levem ao paradeiro dos dois.

O que observar nos próximos capítulos

Com mandados de prisão em aberto e a possibilidade real de saída do território nacional, a inclusão dos nomes no sistema de alerta vermelho da Interpol torna-se o passo lógico imediato. Para quem acompanha a segurança pública na região, o desfecho dependerá da velocidade no compartilhamento de dados de fronteira e da colaboração de testemunhas que possam ter visto o casal nos dias 18 ou 19 de setembro.

A defesa dos suspeitos ainda não foi localizada oficialmente. Enquanto isso, a Polícia Civil mantém as diligências para rastrear movimentações financeiras recentes e possíveis rotas de fuga utilizadas pelo casal.