Campo Grande autorizou caminhonetes e carros de luxo como táxi, mas apenas 20% da frota poderá fazer a troca. A medida redefine o transporte na capital sul-mato-grossense e levanta dúvidas sobre preços e disponibilidade.
Como funciona a nova categoria executiva
A modalidade batizada de Táxi Black exige veículos de alto padrão homologados pela Agetran. Não basta ter o carro: é preciso passar por vistoria técnica antes de circular. O sindicato da categoria pediu a mudança para atender demanda por conforto superior.
Paralelamente, caminhonetes entram como táxis convencionais. A ideia é suprir passageiros que transportam volumes grandes ou ferramentas de trabalho. Modelos acima do porte definido pela agência, porém, ficam de fora.
O teto de 20% e a transição gradual
O diretor-presidente da Agetran, Paulo Ferreira, confirmou o limite: até 20% da frota total poderá migrar para as novas categorias. A regra vale tanto para motoristas atuais que trocarem de veículo quanto para alvarás novos.
A implantação será escalonada. Cada veículo precisa de aprovação individual de segurança. Isso evita enxurrada de carros descaracterizados nas ruas e dá tempo ao órgão fiscalizador.
Impacto direto no seu bolso e na rotina
- Tarifas: a categoria executiva terá tabela própria, provavelmente superior à convencional.
- Disponibilidade: com teto de 20%, a maioria dos chamados continuará sendo atendida por sedãs comuns.
- Bagagem: caminhonetes resolvem o aperto de malas grandes ou equipamentos profissionais.
Contexto: frota cresce, ônibus esvazia
Enquanto o táxi se reinventa, a cidade muda de perfil. Em dez anos, a frota de carros cresceu 26% e a de motos 32%. No mesmo período, passageiros do transporte coletivo caíram quase pela metade. Aplicativos e patinetes elétricos preencheram lacunas.
Essa mudança de hábitos pressionou táxis e mototáxis a se adaptarem. A nova regra é resposta direta à concorrência por passageiros que valorizam espaço e acabamento.
O que observar daqui para frente
A Agetran deve publicar editais de vistoria e tabelas de preço nas próximas semanas. Fique atento à divulgação dos veículos homologados: só eles poderão operar como Táxi Black. Para quem usa o serviço corporativo ou precisa de porta-malas amplo, a novidade amplia escolhas — desde que a oferta acompanhe a demanda.
