O aplicativo e-Título ficará indisponível para download e validação a partir das 23h59 de 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Quem deixar para a última hora corre o risco de ficar sem o documento digital no dia da eleição.
A Justiça Eleitoral suspende o serviço exatamente para evitar colapso nos servidores. O detalhe crítico: capturas de tela não servem como identificação. Entenda o que muda na prática e como regularizar sua situação ainda hoje.
Por que o app some na véspera da eleição
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a interrupção é técnica. A concentração de acessos simultâneos no dia 4 de outubro derrubaria a plataforma, prejudicando justamente quem se planejou.
Portanto, a janela para baixar, cadastrar a biometria facial e testar o login se encerra na sexta-feira. Após esse horário, o aplicativo continua funcionando apenas para quem já tem a conta ativa.
Validade jurídica: o que a lei aceita (e o que rejeita)
A versão digital com foto substitui o título de papel e documentos físicos na seção eleitoral. Mas há uma regra rígida: a tela do celular ou tablet deve estar logada e online no momento da apresentação ao mesário.
Prints, PDFs salvos ou fotos da tela impressa não têm validade legal. A checagem de identidade depende da validação facial em tempo real, feita a cada abertura do app.
Checklist: 5 passos para ativar a tempo
Se você ainda não configurou a ferramenta, reserve dez minutos agora. O processo exige:
- Baixar o app oficial (iOS ou Android) — gratuito;
- Inserir nome completo, data de nascimento, CPF ou número do título;
- Informar o nome da mãe e do pai (conforme cadastro);
- Responder às perguntas de segurança geradas pelo sistema;
- Criar senha de acesso e fazer a primeira validação facial.
Depois da ativação, o app mostra local de votação, zona e seção automaticamente. Qualquer atualização no cadastro sincroniza sozinha.
O impedimento invisível: situação cadastral irregular
Mesmo com o aplicativo funcionando perfeitamente, o eleitor com título suspenso ou cancelado não vota. O app permite consultar a situação e ver o local, mas o bloqueio no cadastro nacional impede o exercício do voto.
Essa checagem prévia evita surpresas na seção. Se houver pendência, a regularização deve ser feita no cartório eleitoral antes do pleito — o app não resolve restrições cadastrais.
O que observar daqui para frente
Quem validar o e-Título até o prazo garante acesso no primeiro turno e, automaticamente, no segundo turno (marcado para 25 de outubro, se houver). Não é preciso refazer o cadastro.
Fique atento a atualizações de segurança nas lojas de aplicativo nas próximas semanas. Manter o app atualizado evita falhas de reconhecimento facial no dia da votação. Planeje-se: o prazo não será prorrogado.
