A TV TEM acaba de desenhar o mapa de suas apostas para 2027, e a rota passa por três pilares: o agronegócio liderado por mulheres, um telejornal que sai do estúdio para a sala de casa e um projeto que quer reformar escolas nas férias. O anúncio aconteceu durante o Upfront 2027, realizado entre 26 e 29 de outubro, em Sorocaba, diante de anunciantes e agências de todo o interior paulista.
O agro ganha protagonismo feminino
Duas estreias colocam mulheres no centro da cobertura do setor que move a economia regional. “Elas no Agro”, comandado por Helô Palácio, vai mapear produtoras, técnicas, pesquisadoras e empreendedoras que tocamos o dia a dia no campo. A ideia é mostrar que a presença feminina no agronegócio não é exceção — é estrutura.
Paralelamente, a série especial “Do Campo para a Nossa Mesa” ocupará espaço no TN1. Cada episódio rastreia o percurso de um alimento: da lavoura à mesa do consumidor, com rostos e histórias dos produtores da região. É jornalismo de serviço com apelo visual direto para o público urbano que consome, mas não vê a origem.
Jornalismo que bate à sua porta
A grande aposta de inovação no hard news chama-se “TN1 em Casa”. Às quintas-feiras, o telejornal do almoço será ancorado direto da residência de uma família da área de cobertura. Pauta: os temas que aquela comunidade vive — buraco na rua, fila no posto, festa do padroeiro, seca no reservatório.
A emissora atinge mais de 370 municípios no estado de São Paulo. Levar o estúdio para dentro da casa do telespectador é, na prática, uma estratégia de retenção: o noticiário deixa de ser “sobre eles” e passa a ser “com eles”.
Entretenimento com raiz regional
A grade de variedades também se renova. Confira o que entra no ar:
- Damas do Sertanejo (Deia Cypri) — bastidores e histórias das mulheres que orbitam os grandes nomes da música sertaneja;
- Partiu Interior (nova temporada, agora com Tom Dias) — roteiro por cidades e personagens do interior;
- Empreenda Aí (Priscila Queiroz) — novos episódios sobre empreendedorismo local;
- Muito + (Pri Tanganelli) — continuidade do magazine de comportamento e cultura.
Solidariedade com métricas de impacto
Os projetos sociais não são apêndice: têm números auditados e escala. O balanço histórico impressiona:
- Panela Solidária: 25+ toneladas de alimentos, 100+ instituições atendidas, 320 mil pessoas impactadas;
- Termômetro Solidário: 138 mil peças de agasalho arrecadadas desde a criação;
- Árvore Solidária: 50 mil brinquedos entregues em natais passados.
A novidade para 2027 é o Escola Solidária. A proposta: mobilizar prefeituras, empresas e voluntários para reformar unidades escolares durante o recesso de fim de ano — pintura, reparos hidráulicos, elétrica, acessibilidade. Objetivo: entregar prédios prontos no primeiro dia de aula.
O que muda para quem anuncia
Para o mercado publicitário, o recado é direto: a TV TEM vende audiência qualificada por geografia e interesse. O pacote comercial integra TV aberta, digital e ativações nos eventos das campanhas sociais. Anunciantes compram inserção em conteúdos que o público da região já consome e confia — do agro ao jornalismo de vizinhança.
Durante o Upfront, executivos da emissora e do setor reforçaram que a televisão aberta regional segue como ponte mais eficiente entre marcas e consumidores fora dos grandes centros. O interior paulista não é “mercado emergente”: é mercado consolidado, com PIB agroindustrial forte e poder de compra real.
O que observar nos próximos meses
A estreia do “TN1 em Casa” será o termômetro real da estratégia de hiperlocalidade. Se a audiência responder, o formato pode virar case para outras praças. No comercial, vale acompanhar como o Escola Solidária estrutura parcerias público-privadas — isso costuma abrir portas para cotas de patrocínio de longo prazo. E no agro, a repercussão de “Elas no Agro” pode ditar o tom de futuros projetos setoriais femininos em outras afiliadas da rede.
Para quem decide onde investir em mídia no interior de São Paulo em 2027, a grade apresentada sinaliza: conteúdo com identidade local, projetos sociais mensuráveis e formatos que quebram a barreira entre emissora e rua. O resto é negociação.
