O fisiculturista Rafael Brandão confirmou nesta terça-feira (27) a troca da categoria Men’s Open pela Classic Physique, movimento que exige a perda de mais de 15 kg para se enquadrar no limite de peso. A decisão reconfigura a trajetória de um dos principais nomes brasileiros no circuito profissional da IFBB.
O anúncio veio por vídeo no canal oficial do atleta no YouTube. Brandão alega que a nova divisão permitirá explorar seu “potencial máximo” — simetria, condicionamento, harmonia e proporção —, atributos que juízes e comentaristas já apontavam como seus diferenciais.
O cálculo do corte: altura, peso e a linha de corte
Com 1,80 m de altura, Brandão se encaixa na faixa de até 180,3 cm do regulamento da Classic Physique. O teto de peso para essa medida é 99,3 kg. Atletas entre 180,4 cm e 182,9 cm podem chegar a 103 kg.
Nas últimas apresentações na Open, o paulista competia acima dos 115 kg. A meta, portanto, é eliminar no mínimo 16 kg de massa corporal — boa parte dela muscular — sem comprometer a qualidade do condicionamento.
- Altura: ~180 cm
- Limite Classic (até 180,3 cm): 99,3 kg
- Peso atual estimado (Open): 115+ kg
- Redução necessária: >15 kg
O gatilho: sexto lugar em Pittsburgh e a pausa de maio
A virada de chave ocorreu um dia após o Pittsburgh Pro, onde Brandão terminou em sexto. O resultado frustrou a equipe: ele foi superado por quatro adversários que já havia derrotado em encontros anteriores — Michal Križo, Tonio Burton, Brandon Curry e Blessing Awodibu.
Em maio, o atleta já havia anunciado um afastamento temporário para um off-season prolongado. A ideia, na época, era voltar “com um conjunto novo e maior” na Open. O plano mudou de figura nas últimas semanas.
O preparador Marcelo Alfonsi, que divide a condução da carreira com Leonardo Gramkow, avalia que o físico do atleta responde melhor à estética da Classic. A aposta é que a estrutura óssea e as inserções musculares de Brandão rendam notas mais altas em harmonia do que em volume puro.
Retrospecto recente: sinais de competitividade
Antes do revés em Pittsburgh, a temporada 2004 mostrava consistência. Brandão cravou top 3 no New York Pro e top 6 no Arnold Classic Ohio — dois dos eventos mais prestigiados do calendário. Os resultados indicavam que, na Open, ele estava no pelotão de frente, mas esbarrava no teto de massa dos gigantes da categoria.
A migração para a Classic não é inédita entre brasileiros. Ramon Dino, atual referência da divisão, pavimentou caminho que atrai olhares de patrocinadores e federações. O movimento de Brandão pode ampliar o interesse comercial na categoria, hoje a que mais cresce em público e engajamento digital.
O que observar daqui para frente
O cronograma de retorno aos palcos não foi divulgado. A prioridade declarada é a qualidade do corte de peso, não a pressa. Investidores e gestores de imagem do atleta devem monitorar:
- Evolução da composição corporal nos próximos 4 a 6 meses
- Definição do primeiro show na Classic — 가능성이 de estreia no Arnold Classic 2025 ou em um Pro Qualifier
- Reação do mercado: contratos de suplementação, vestuário e equipamentos costumam ser renegociados após mudança de categoria
Se o processo de downsizing for bem-sucedido, Brandão entra na Classic como favorito imediato ao top 3 mundial. Caso a perda de massa comprometa a densidade muscular, a transição pode alongar-se por mais de uma temporada. O próximo capítulo será escrito na balança e no espelho — não no papel.
