Flávio Augusto da Silva estreia coluna mensal no C-Level, novo braço de negócios da Folha, a partir desta sexta-feira (2). O fundador da Wise Up não precisa mais trabalhar por dinheiro — e promete usar o espaço para ensinar como ele fez isso.
O movimento chama atenção não pelo cargo, mas pelo histórico: poucos empreendedores brasileiros compraram, venderam e recompraram o próprio negócio com lucro bilionário. O que ele vai revelar nas próximas edições?
De vendedor de inglês a dono de time na MLS
Aos 54 anos, Flávio Augusto comanda a Wiser Educação, holding que reúne Wise Up, Conquer Business School, Vende-C e Medcof. Sua trajetória tem números que fogem da curva:
- 18 milhões de livros vendidos em quatro títulos
- 16,2 milhões de seguidores nas redes sociais
- Palestrante mais caro do país: R$ 1 milhão por evento
Em 2013, vendeu a Wise Up para a Abril Educação por cerca de R$ 850 milhões. Dois anos depois, recomprou a rede por aproximadamente R$ 400 milhões. No mesmo ano, entrou no futebol americano: adquiriu o Orlando City e uma vaga na Major League Soccer por US$ 100 milhões. Vendeu a franquia em 2021 por US$ 400 milhões — quadruplicando o investimento em oito anos.
A “liga” que nasceu da solidão do topo
Foi a experiência como dono de time profissional que inspirou seu projeto mais recente. Em 2024, criou a Mentoring League Society: uma rede de educação executiva focada em networking e desenvolvimento de lideranças.
A ideia surgiu ao perceber que empresários de setores distintos — médicos, advogados, donos de indústrias — enfrentam dilemas semelhantes de gestão, mas raramente se encontram para trocar soluções. A plataforma propõe exatamente isso: comunidades por afinidade de desafios, não por ramo de atividade.
Em maio, antes da Copa do Mundo, foi nomeado embaixador da CBF para pequenas e médias empresas. O cargo reforça sua transição de operador de negócios para mentor de empresários.
“Meu último empreendimento na vida empresarial”
Em entrevista no dia 2 de maio, Flávio Augusto foi direto: a Mentoring League Society encerra sua carreira como construtor de empresas. “Depois disso, vou me dedicar 100% a projetos sociais.”
Ele descreve sua rotina atual como “24 horas de trabalho e 24 horas de férias”. Não precisa pagar contas com o suor do dia a dia. O que o move agora é diversão construtiva — e a disposição de documentar o caminho para quem ainda está na subida.
O que observar nas próximas colunas
A estreia no C-Level coincide com o momento em que o empresário decide parar de escalar montanhas e começar a desenhar mapas. Para o leitor que toma decisões de negócio, vale acompanhar: a promessa não é teoria, é estrada já percorrida — com recibos de venda e recompra para provar.
As colunas saem às sextas no site e aos sábados na edição impressa. O primeiro texto deve endereçar justamente a transição de operador para mentor. Se você já vendeu uma empresa, ou sonha em vender a sua, o arquivo dessa coluna pode valer mais que o custo da assinatura.
