O Rio Grande do Sul definiu sua representante para o Miss Universe Brasil 2027 na sexta-feira (23), em Gramado. A modelo Madu Ferreira, 22 anos, superou outras 17 candidatas de diferentes municípios gaúchos. O evento movimenta uma cadeia econômica que vai muito além do palco.
Embora o concurso seja visto como entretenimento, ele funciona como vitrine para patrocinadores, turismo e mercado de influência. A escolha na serra gaúcha não é por acaso.
Por que Gramado sedia a seletiva estadual
A cidade consolidou-se como polo de grandes eventos no Sul do país. A infraestrutura hoteleira, a malha viária e o apelo turístico reduzem custos logísticos para organizadores e atraem público pagante. Em 2026, o fluxo de visitantes em outubro — mês da seletiva — costuma superar a média histórica em dois dígitos.
Hotéis, restaurantes e serviços locais absorvem a demanda de candidatas, equipes técnicas, jurados e acompanhantes durante dias de confinamento e ensaios. Cada candidata representa um município, o que pulveriza o interesse regional e amplia a base de divulgação orgânica.
O modelo de receita por trás da faixa
O Miss Universe Brasil opera sob franquia internacional. A etapa estadual gera receitas diretas de três formas principais:
- Cotas de patrocínio master e setoriais (beleza, moda, joalheria, clínicas estéticas)
- Venda de ingressos para a noite final e eventos paralelos
- Direitos de imagem e transmissão para plataformas digitais e TV
A vencedora recebe a coroa e a responsabilidade de representar o estado na etapa nacional. Seu contrato prevê agenda de compromissos comerciais, presença em eventos de parceiros e produção de conteúdo para redes sociais — ativos que valem dinheiro no mercado de influenciadores.
Perfil da vencedora e projeção de valor
Madu Ferreira, 22 anos, modelo profissional, entra no radar de agências e marcas assim que a faixa é colocada. A visibilidade imediata nas redes sociais costuma gerar crescimento de seguidores na casa de 30% a 50% nos primeiros 30 dias, segundo padrões históricos de edições anteriores.
Essa audiência qualificada — majoritariamente feminina, classe AB, 18 a 35 anos — é o alvo preferido de cosméticos, moda, suplementos e turismo. O retorno sobre investimento para patrocinadores da etapa estadual costuma ser mensurado em cost per mille (CPM) inferior ao de mídia tradicional.
O que observar daqui para frente
A próxima fase é o Miss Universe Brasil 2027, cuja data e cidade-sede ainda serão anunciadas. A representante gaúcha inicia agora a preparação física, oratória e de passarela com equipe especializada — custeada, em parte, por patrocinadores que veem na candidata um embaixador de marca por até 12 meses.
Para o mercado, o termômetro será a capacidade de Madu Ferreira converter visibilidade em contratos de longo prazo. O histórico mostra que vencedoras estaduais que não avançam no nacional ainda mantêm agenda comercial ativa por 6 a 8 meses no estado de origem. Quem chega ao top 5 nacional multiplica esse horizonte.
Enquanto a coroa brilha no palco, a engrenagem de negócios gira nos bastidores. Acompanhar os anúncios de patrocínio da etapa nacional será o melhor indicador do valor real dessa faixa.
