O ministro Cristiano Zanin, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou há pouco a prorrogação do horário de votação até as 19h em todo o território nacional. A decisão atende a pedidos das duas principais campanhas presidenciais e muda o cálculo logístico de milhões de eleitores nas próximas duas horas.
Até as 17h, a regra valia apenas para seções específicas. Agora, o prazo único vale para as 472 mil urnas espalhadas pelo Brasil. Quem ainda não votou ganhou tempo — mas o relógio corre.
O que motivou a mudança de última hora
Temporais atingiram capitais e regiões metropolitanas desde a madrugada. Em São Paulo, o volume de chuva superou 80 mm em seis horas, alagando vias de acesso a colégios eleitorais. No Rio Grande do Sul, deslizamentos bloquearam estradas no Vale do Taquari.
O transporte coletivo operou com frota reduzida em ao menos nove estados. Em Salvador, 544 ônibus ficaram retidos nas garagens após fiscalização do Procon identificar irregularidades — número que subiu de 370 para 544 ao longo da manhã.
Pedidos simultâneos das duas campanhas
A solicitação partiu quase em paralelo. A coordenação de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou pedido às 16h42 citando cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Minutos antes, a equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia acionado o TSE relatando restrições de mobilidade no Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima e Bahia.
O ministro Zanin, no exercício da presidência do tribunal, optou pela uniformização. “A medida visa garantir isonomia e amplo acesso ao voto”, diz trecho da decisão.
Impacto prático para quem ainda não votou
- Seções que fechariam às 17h permanecem abertas até 19h
- Eleitores na fila às 19h têm direito a votar
- Apuração inicia apenas após o último voto depositado no país
- Horário de Brasília é a referência única
Mesmo com a extensão, a recomendação dos tribunais regionais é não deixar para os minutos finais. Filas tendem a crescer nas duas horas extras, sobretudo em locais onde a chuva atrasou o fluxo durante a tarde.
O que observar nas próximas horas
A apuração começa assim que a última urna for lacrada no horário de Brasília. Com a prorrogação nacional, o primeiro boletim parcial deve sair por volta das 19h30. Estados do Acre e parte do Amazonas, que já operavam com uma hora de diferença, agora se alinham ao mesmo cronograma.
Fique atento aos canais oficiais do TSE e aos boletins dos TREs estaduais. Qualquer incidente técnico ou judicial nas próximas duas horas pode alterar o ritmo da totalização — e, consequentemente, a projeção de resultado.
