Economia

O bilionário que “se aposentou” aos 54: Flávio Augusto assume coluna na Folha e revela seu último negócio

Flávio Augusto da Silva, empreendedor bilionário, sorri em retrato profissional para coluna na Folha C-Level
Fundador da Wise Up estreia como colunista mensal na nova plataforma de negócios C-Level da Folha.

Flávio Augusto da Silva, fundador da Wise Up e um dos empreendedores mais conhecidos do país, estreia nesta sexta-feira (2) como colunista mensal do C-Level, nova plataforma de negócios da Folha. A estreia na edição impressa acontece no sábado (3).

O anúncio por si só já movimenta o mercado. Mas o que realmente chama atenção é o que o empresário disse em entrevista recente: a Mentoring League Society, lançada em 2024, será o seu último empreendimento empresarial. A partir daí, a promessa é dedicação integral a projetos sociais.

Por que isso importa para quem decide

Flávio Augusto não é apenas um colunista novo. Ele carrega um currículo que poucos no Brasil podem igualar — e os números comprovam:

  • 18 milhões de livros vendidos em quatro títulos publicados
  • 16,2 milhões de seguidores somados nas redes sociais
  • Palestrante mais caro do país: cerca de R$ 1 milhão por evento
  • Fundador da Wiser Educação, que reúne Wise Up, Conquer Business School, Vende-C e Medcof

Para o leitor que toma decisões de negócios, a coluna trará a visão de quem já construiu, vendeu, recomprou e escalou empresas em setores distintos — educação, esportes, tecnologia e agora networking de alto nível.

A trajetória que explica o momento atual

A história da Wise Up é um case estudado em escolas de negócios. Vendida para a Abril Educação em 2013 por aproximadamente R$ 850 milhões, a rede foi recomprada dois anos depois por cerca de R$ 400 milhões — um movimento raro que demonstrou capacidade de ler ciclos de mercado.

No mesmo 2013, o empresário adquiriu o Orlando City e uma vaga na Major League Soccer por US$ 100 milhões. A franquia foi negociada em 2021 por US$ 400 milhões, quadruplicando o investimento em oito anos.

Essa experiência com comunidades — de alunos a torcedores, de franqueados a atletas — foi a base para criar a Mentoring League Society.

O que é a Mentoring League Society

Lançada em 2024, a iniciativa nasceu de uma dor identificada pelo próprio Flávio: empresários sentem falta de pares com quem trocar experiências reais. Não eventos de networking genéricos, mas encontros com quem enfrenta desafios semelhantes em setores diferentes.

Exemplos citados na entrevista:

  • Médicos que querem discutir gestão de consultórios
  • Advogados buscando aperfeiçoar captação de clientes
  • Donos de médias empresas lidando com sucessão e governança

A proposta é educação empresarial focada em desenvolvimento de lideranças e conexões qualificadas — algo que o mercado ainda carente, segundo o próprio fundador.

O “fim” que na verdade é início

Na entrevista concedida em 2 de maio, Flávio foi direto: “Depois disso, vou me dedicar 100% a projetos sociais.” A frase carrega peso. Aos 54 anos, ele se declara financeiramente independente — “não trabalho porque preciso pagar conta” — e descreve sua rotina atual como “24 horas de trabalho por dia e 24 horas de férias”.

Em maio, foi anunciado pela CBF como embaixador da seleção brasileira para pequenas e médias empresas, reforçando o trânsito entre o mundo corporativo e o esportivo.

O que observar daqui para frente

A coluna no C-Level será uma janela para como um empreendedor na fase de “desinvestimento ativo” pensa alocação de tempo, capital e influência. Vale acompanhar:

  • Como ele traduzirá a experiência da Mentoring League Society para textos mensais
  • Quais temas de impacto social ganharão espaço na pauta
  • Se a promessa de “último negócio” se sustenta — ou se a veia empreendedora fala mais alto

Para quem lidera equipes, negocia aquisições ou estrutura sucessão, a perspectiva de quem já esteve dos dois lados da mesa — comprador e vendedor, fundador e investidor — tem valor prático imediato. A primeira coluna sai hoje. Vale a leitura.