O maior colégio eleitoral do Brasil define seu próximo governador em outubro, e o cenário já está desenhado: seis chapas concorrem ao Palácio dos Bandeirantes com 34,1 milhões de eleitores aptos a votar. O número supera a população de países como Chile e Equador.
O primeiro turno ocorre em 4 de outubro, junto com as disputas presidenciais e para o Senado. Se ninguém passar de 50% dos votos válidos, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.
O mapa do eleitorado paulista
Mulheres são maioria: 53% contra 47% de homens. Entre os 15,77% que declararam cor ou raça, a composição revela a diversidade do estado:
- Brancos: 52,46%
- Pardos: 36,32%
- Pretos: 9,97%
- Amarelos: 1,12%
- Indígenas: 0,14%
Esses números não são apenas estatística — eles ditam estratégias de campanha, alocação de recursos e recortes de comunicação nas próximas semanas.
Quem está na urna
A ordem abaixo segue a lista oficial, alfabética pelo nome de urna:
- Carlos Machado (PCB)
- Fernando Haddad (PT)
- Izadora Dias (PCO)
- Tarcísio (Republicanos)
- Vera Lúcia (PSTU)
- Vivian Mendes (UP)
Dois nomes concentram holofotes e estrutura partidária robusta: o atual governador Tarcísio de Freitas, que tenta a reeleição, e Fernando Haddad, ex-prefeito da capital e ex-ministro da Fazenda. O embate entre os dois projetos nacionais — um alinhado ao centro-direita, outro ao campo progressista — deve polarizar o debate e ditar o ritmo da campanha.
O calendário que importa
Além das datas das urnas, o cronograma eleitoral impõe prazos que afetam diretamente quem financia, assessora ou monitora campanhas:
- 4 de outubro: primeiro turno (governador, presidente, dois senadores, deputados federal e estadual)
- 25 de outubro: eventual segundo turno para governador e presidente
- Chapas de senador incluem um titular e dois suplentes
A coincidência com a disputa presidencial amplifica o efeito “puxador de votos” — o desempenho das chapas nacionais costuma transbordar para as estaduais, especialmente em colégios gigantes como São Paulo.
O que observar nas próximas semanas
Três variáveis vão moldar o cenário até outubro: a consolidação (ou não) de apoios de centro nas duas principais candidaturas, a capacidade de cada campanha transformar o tempo de TV e rádio em intenção de voto real, e o comportamento do eleitorado feminino — maioria absoluta — diante das propostas apresentadas. O tamanho do eleitorado paulista faz de cada ponto percentual uma diferença de centenas de milhares de votos. Quem entender isso primeiro, larga na frente.
