No próximo domingo, 4 de outubro, mais de 150 milhões de brasileiros definirão o rumo do país em seis cargos distintos. A logística parece simples, mas um erro de digitação ou um objeto no bolso pode transformar seu dever cívico em horas de fila. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o protocolo oficial: a sequência é fixa e o celular não entra na cabine.
Os seis cargos e a sequência que a urna exige
A votação segue uma hierarquia rígida, do legislativo federal ao executivo máximo. Cada cargo exige uma quantidade específica de dígitos. Decorar tudo é arriscado; anotar é estratégia.
| Ordem | Cargo | Dígitos |
|---|---|---|
| 1º | Deputado Federal | 4 |
| 2º | Deputado Estadual/Distrital | 5 |
| 3º | Senador (1ª vaga) | 3 |
| 4º | Senador (2ª vaga) | 3 |
| 5º | Governador | 2 |
| 6º | Presidente da República | 2 |
São 19 dígitos no total. A coordenadora de Mídias do TSE, Rakell Dimanski, resume o risco: a hesitação diante do teclado cria um “efeito dominó” nas filas. A solução oficial é analógica.
Por que o papel venceu o smartphone na cabine
A “cola” impressa não é apenas uma dica — é a única forma legal de consultar seus números dentro da cabine. Celulares, câmeras, filmadoras e qualquer equipamento eletrônico são proibidos no espaço de votação, mesmo desligados.
A restrição visa proteger o sigilo do voto, impedindo registros fotográficos da urna. Os aparelhos devem ser entregues aos mesários antes de o eleitor se dirigir à cabine. O descumprimento pode configurar crime eleitoral.
O único momento em que o celular é permitido
A exceção existe apenas na identificação perante a mesa receptora. Você pode usar o aplicativo e-Título (desde que exiba sua foto), a CNH Digital ou o RG Digital. Fora esse instante inicial, o dispositivo fica retido com os voluntários.
Se preferir o físico, a lista de documentos oficiais com foto aceitos é ampla e vale mesmo para itens vencidos, contanto que permitam a identificação visual:
- Carteira de Identidade (RG) ou CIN;
- Identidade Social;
- Passaporte;
- CNH (modelo físico);
- Carteira de Trabalho física;
- Carteira profissional de conselho de classe (OAB, CRM, CREA, etc.).
O impacto direto na sua agenda de domingo
Para o profissional que valoriza tempo, a equação é direta: leve a colinha preenchida em papel e um documento físico. Isso elimina a dependência de bateria, sinal de internet ou a fila para guardar o telefone.
O TSE disponibiliza o modelo da colinha para download antecipado. Preenchê-la em casa, com calma, garante que os 19 dígitos sejam digitados em segundos. É a diferença entre votar em dois minutos e travar a seção por dez.
O que observar daqui para frente
Com o primeiro turno definido, a atenção se volta para a apuração em tempo real a partir das 17h (horário de Brasília) e para a eventualidade de segundo turno, marcado para 25 de outubro, caso nenhum candidato a presidente ou governador atinja a maioria absoluta. Mantenha a colinha guardada: ela serve para as duas etapas.
