Uma pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25) coloca Marina JHC (PSDB), Arthur Lira (PP) e Renan (MDB) em um empate técnico triplo pela disputa das duas vagas ao Senado por Alagoas em 2026. O cenário, porém, esconde uma variável capaz de reorganizar completamente o tabuleiro nos próximos meses.
O levantamento, encomendado pela TV Asa Branca, ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, o que coloca os três líderes dentro da mesma faixa de variação estatística.
Como fica a disputa quando o eleitor tem os nomes na mão
No cenário estimulado — onde a lista de candidatos é apresentada —, a soma das intenções para a primeira e a segunda vaga desenha um quadro de equilíbrio raro. JHC e Lira aparecem com 20% cada, seguidos por Renan com 17%. Davi Davino Filho (Republicanos) surge em quarto com 10%, enquanto Dr. Wanderley (MDB) marca 7%.
A divisão por ordem de preferência revela nuances importantes:
- 1ª vaga: JHC 25%, Lira 23%, Renan 21%.
- 2ª vaga: Lira 16%, JHC 15%, Renan 14%, Davino 12%.
Brancos, nulos e indecisos somam 26% no total geral, o que mantém a eleição em aberto até a reta final.
O “não voto” que pode decidir a eleição
Se a intenção de voto mostra empate, a taxa de rejeição desenha hierarquias claras. O índice de “conhece e não votaria” coloca Renan na liderança isolada com 38%, seguido por Arthur Lira com 29%. Marina JHC tem a menor resistência entre os três principais nomes: 23%.
Esse dado ganha peso quando se observa o potencial de voto — a soma de quem já vota no candidato mais quem o conhece e poderia votar no futuro. Lira lidera esse indicador com 51%, contra 47% de JHC e 43% de Renan. A capacidade de expansão, portanto, favorece o presidente da Câmara, mas o teto de rejeição do ex-governador limita sua margem de manobra.
Espontânea: o eleitor ainda não decidiu
Quando os nomes não são apresentados, o quadro muda drasticamente: 60% dos entrevistados não souberam citar nenhum candidato. Arthur Lira lidera com 11%, seguido por JHC (10%) e Renan (8%). O alto índice de indecisão confirma que a disputa real começa apenas quando a campanha de rua e o horário eleitoral entrarem em cena.
Além disso, 76% dos eleitores afirmam que a escolha é definitiva, mas 23% admitem que podem mudar de opinião até 4 de outubro. Esse contingente flutuante, somado aos indecisos, representa quase metade do eleitorado.
O que observar daqui para frente
A configuração de duas vagas permite estratégias de “voto casado” que ainda não aparecem nas pesquisas. A migração dos 16% de indecisos totais e dos 23% que podem mudar o voto será o termômetro real. Candidatos com menor rejeição — como JHC e Davino — tendem a ser os principais destinos desse eleitorado tardio, o que pode quebrar o empate atual nas últimas semanas de campanha.
