A Quaest divulga hoje, a partir das 18h, a primeira fotografia eleitoral pós-crise do Supremo Tribunal Federal. O levantamento, encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, chega às ruas para medir se o escândalo do banco Master abalou a corrida presidencial.
A expectativa gira em torno de um detalhe: na rodada anterior, a simulação de segundo turno mostrava empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O novo cenário do STF muda essa equação?
O que está em jogo na divulgação de logo mais
Foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE atende pelo número BR-06004/2026.
Além da disputa pelo Planalto, o questionário traz termômetros sensíveis para quem acompanha o risco-país: avaliação do governo Lula, percepção sobre a economia e o grau de interesse do eleitorado pelo pleito.
O fantasma do caso Master e a pauta do questionário
Esta é a primeira sondagem após a sessão histórica do STF que colocou o ministro Alexandre de Moraes no centro das atenções, devido à relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob acusação de fraudes bilionárias.
O instituto incluiu perguntas específicas sobre a crise na Corte e os desdobramentos do escândalo. Para o mercado, a leitura desses dados antecipa a temperatura política dos próximos meses.
- Aprovação do governo: termômetro direto da base de apoio.
- Economia percebida: impacto no consumo e na confiança empresarial.
- Crise do STF: variável nova que pode redistribuir intenções de voto.
Como estava o tabuleiro há uma semana
No levantamento anterior, o primeiro turno desenhava Lula com 36% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro com 31%. Augusto Cury (Avante) aparecia com 7%.
O dado que mais chama a atenção dos analistas, porém, está na simulação de runoff: Flávio Bolsonaro 42% contra 40% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico puro.
Por que a leitura de hoje vale mais que o número bruto
Pesquisas não são bola de cristal, mas servem como bússola para alocação de capital e estratégia corporativa. A variação da aprovação do governo, somada à percepção econômica, costuma ditar o ritmo de investimentos no curto prazo.
Se a crise do STF migrou votos ou apenas endureceu posições já cristalizadas, o relatório de hoje dirá. A diferença entre ruído e sinal costuma aparecer nas cenas seguintes.
O que observar daqui para frente
Fique atento à série histórica da Quaest nas próximas rodadas. A consistência — ou a quebra — do empate técnico no segundo turno será o principal driver de volatilidade nos ativos de risco domésticos até o fim do ano. O próximo gatilho forte virá com a divulgação dos índices de rejeição, previstos para as próximas semanas.
